O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a educação e ao bem estar social. Conquanto, o acesso limitado à internet impossibilita que uma parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na situação atual, onde todas as escolas estão fechadas, devido a pandemia, e o governo propõe como solução cursos à distância, sem atentar ao fato que grande parte dos estudantes não possui ao menos um tablete.
Faz-se mister, ainda, salientar que 63,4 milhões de brasileiros não tem acesso à internet, o que reforça ainda mais a desigualdade na obtenção de informações, logo os ricos são mais privilegiados e os pobres ainda mais desfavorecidos. De acordo com o filósofo Immanuel Kant: “O Ser humano é aquilo que a educação faz dele”, dessa maneira esse desequilíbrio fortalece a discrepância social vivida desde o descobrimento do Brasil. Portanto, é necessário que o Estado tome providências para superar o quadro atual, para que ocorra a diminuição da desigualdade gerada pela limitação do acesso à internet, urge que o Ministério da Educação forneça aos mais carentes internet gratuita, como também disponibilizem tabletes para viabilizar esse acesso. Além disso, uma plataforma online com professores capacitados que forneçam mentorias individuais para auxiliar e acompanhar o aprendizado dos estudantes. Dessa forma irá diminuir a distinção com os alunos.