O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Em um cenário globalizado o alcance de informações e a comunicação são imediatas, porém o acesso à internet para que isso ocorra não está disponível para todos, pois há uma grande desigualdade social por parte dos menos favorecidos financeiramente, que de acordo com o IBGE, são mais de 50% da população. A democratização ao acesso à internet é umas das metas a serem alcançadas, pois possui um papel muito importante no desenvolvimento da nação, e é ainda mais necessária devido ao cenário atual brasileiro, pois as aulas estão sendo em formato EaD (ensino á distância) por consequência de uma pandemia, que vem afetando principalmente os mais pobres.
Sem dúvida o acesso à internet no o Brasil apresenta um cenário desigual, tal que regiões onde o índice de inclusão digital é muito alto, contrastando com o baixíssimo índice de regiões mais pobres, que ficam ainda mais prejudicadas no quesito educação por conta da pandemia do COVID-19, que obriga os alunos a terem aulas online. De acordo o G1, site jornalístico, mais de 40% desses alunos não possuem computador em suas casas, e apenas 45% possuem internet, assim dificultando o avanço educacional brasileiro.
Além disso, de acordo com uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas,o Brasil está 72º no ranking global de taxa de acesso às tecnologias de informação incluindo a internet, sendo uma péssima posição para um país com potencial econômico como o Brasil, e se não forem adotadas soluções para essa desigualdade em relação à democratização da internet, aumentará a disparidade existente entre os países mais desenvolvidos e as nações em desenvolvimento.
Portanto, é imprescindível que se trabalhe para haver a plena inclusão digital e a difusão do acesso à internet entre a população Brasileira. Nesse sentido, deve o Ministério da Ciência e da Tecnologia, por meio da destinação de maior parcela de seu orçamento público, construir centros que disponibilizam computadores e acesso à internet, contando com a presença de profissionais especializados para ensinar à população a manusear as ferramentas virtuais. Essas unidades poderiam ser instaladas, principalmente, nas localidades onde o acesso às redes é mais restrito, assim resultando no aumento do número de pessoas aptas a fazer uso das tecnologias a seu favor e uma maior inclusão digital.