O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/05/2020

Com o advento da Revolução Tecnológica do final do século XX, o acesso a internet, no Brasil, tornou-se amplo e possibilitou a criação de um sistema de ensino a distância. Entretanto, essa realidade não é de todos os brasileiros, uma vez que ainda persiste a ampliação das desigualdades sociais; destaca-se, também, a dificuldade no acesso a essa tecnologia. Portanto, é fundamental garantir a equidade no acesso a internet no Brasil.

Em primeiro lugar, é preciso entender que na formação das escolas no Brasil, já havia uma diferença social entre indígenas e colonos. Nessa época, em 1549, a educação indígena era apenas para salvar a alma dos gentios, ensinadas em escolas totalmente improvisadas. Entretanto, o ensino dos filhos dos colonos eram em colégios, locais com mais investimentos e infraestrutura adequada. Logo, percebe-se que, desde a colonização, existe a desigualdade no ensino, que é fruto da diferença social, e tem-se ampliado em razão do pouco acesso a internet aos grupos mais pobres, gerando como efeito um abismo entre as classes sociais.

Outrossim, ainda é recorrente no Brasil uma dificuldade no acesso a internet. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), apenas 70% da população tem acesso a internet e 42% das casas brasileiras não tem computador. Isso mostra que uma parte importante da nação está descoberta, representado pela classe de maior vulnerabilidade socioeconômica, e que torna o acesso a internet anti-democrático, uma vez que aumenta a segregação social e, somente os mais privilegiados socialmente desfrutam dessa importante ferramenta.

Em suma, não há dúvidas de que é necessário garantir a equidade no acesso a internet no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Educação deve implantar nos bairros mais pobres de cada cidade, por meio de políticas públicas, estruturas para acesso a internet e fazer doações de computadores capazes de conectar-se automaticamente a essa rede, a fim de minimizar a distancia entre as classes sociais e oportunizar os mais vulneráveis. E assim, pode-se-á, democratizar o acesso a internet.