O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 09/05/2020
No filme ‘‘A rede social’’, é retratado o surgimento de uma das maiores redes sociais existentes, ao passo que a internet caminha em direção a uma revolução digital, sendo a mesma o maior precursor da criação da rede. Na obra, a plataforma é vista como algo revolucionário e necessário, da mesma forma que é vista em tempos mais atuais, porém, hoje sendo marcada pela presença de problemas no que se refere a sua democratização, visto que, a influência da desigualdade social brasileira, assim como, a negligência por parte do Governo em atitudes eficientes fomentam em problemas acerca do acesso igualitário da internet no Brasil.
Primordialmente, vale salientar como a desigualdade social, então vigente no país, gera uma sociedade classista em que não existe o acesso igualitário do recurso digital, uma vez que, a consolidação do seu abrangente uso em trabalhos, canais de informações e repertório sociocultural não é acompanhado por grande parte da população brasileira de baixa renda que mal pode bancar condições básicas como saúde, educação e alimentação. Tal fato, inclusive, é contrário ao próprio Direitos Humanos, pois ‘’todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos’’.
Outrossim, é imperioso ressaltar como é necessária a intervenção do Estado nesse ponto, intervenção essa, que não acontece de maneira significativa, pois sabendo que as plataformas digitais tendem a contribuir em serviços de educação à distância (EAD), ‘‘homeoffice’’ (‘’trabalho em casa’’), telemedicina (consultas médicas online) e tantos outros, é mister que Governo, sendo o orgão supremo que visa a organização da sociedade, tome medidas realmente eficazes diante da problemática, pois conforme afirma o filósofo contemporâneo Zygmunt Bauman ‘‘a internet torna possíveis coisas que eram impossíveis’’.
Assim, faz-se necessária a atuação do Ministério da Cidadania, em parceria com a sociedade civil, para a promoção do uso da internet de forma facilitada e igualitária, mediante campanhas de mobilização destinadas ao menos privilegiados a fim de reunir os recursos necessários e diminuir a desigualdade de classes e concretizar a democratização do recurso tecnológico. Além disso, cabe às entidades governamentais, elaborar medidas mais rigorosas e eficientes, através da criação de instituições locais para atendimentos específicos com profissionais da área tecnológica, a fim de pressionar o Governo para agir e evitar a desvalorização do caso. Desse modo, será possível perceber as transformações do mundo virtual na sociedade brasileira.