O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 09/05/2020
É indubitável que na conjuntura hodierna no Brasil, assim como em outros países de economia emergentes, a internet se destaca como indicativo de desenvolvimento social. Nesse sentido, fatores que englobam a distribuição de renda e a efetividade de políticas públicas, evidenciam a alarmante desigualdade no país, concretizando uma problemática socioeconômica.
De início, é válido ressaltar o atual cenário político, no qual é obrigatório a prática de quarentena. E com isso, a internet tornou-se meio de comunicação padrão, seja para o mercado de trabalho ou no âmbito estudantil. Entretanto, notícias do jornal O Globo, apontam que um terço da população não possui acesso a internet em seus domicílios. Desse modo, é possível observar a tecnologia como distrator social que afasta o ideal da globalização das margens da sociedade.
Ademais, em meio a pandemia mundial, atribui-se ao COVID-19 a expansão do ensino a distância para dar continuidade aos processos educacionais. No entanto, em decorrência da desigualdade econômica, e com base na teoria darwinista, a sobrevivência pertence aos melhores adaptados ao meio. E com isso, torna-se evidente a perpetuação do ciclo de exclusão social das camadas mais pobres da população que abrange a maior parte dos alunos da rede pública, que não tem acesso a plataformas onlines de estudo.
Portanto, é primordial a incorporação de medidas públicas concretas que contemplem a população como um todo. Logo, é dever do Governo Federal junto ao Ministério da Educação, conceder o adiamento das aplicações de provas e vestibulares, com o intuito de igualar os períodos de preparação estudantil sem que haja desvantagens para determinados grupos. Além disso, é dever do Governo Estadual por meio das prefeituras regionais, instalar conexão Wifi aos locais públicos e de fácil acesso, a fim de promover a integração social para toda a população. E somente assim, será possível estabelecer o acesso a internet de modo igualitário.