O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 09/05/2020
O filme “Parasita”, ganhador do Oscar 2020, exibe a vida da família de Ki-Kaek que está desempregada vivendo em um porão sujo e apertado. Entretanto, essa situação muda depois que ele começa a ensinar inglês para uma família rica, e a partir desse momento, se torna nítida a desigualdade social entre os personagens. A esse respeito, no contexto atual do Brasil, há também um contraste entre os indivíduos brasileiros em relação ao acesso à internet proveniente da concentração de renda no país e como consequência há a desigualdade e exclusão social.
Primeiramente, o acesso democrático à internet no Brasil ainda não é um fato, visto que há uma grande concentração de renda herdada pelo desenvolvimento do seu processo histórico, o qual apenas uma pequena parcela populacional tinha acesso a educação e lazer. Esse caso pode ser observado atualmente na ausência de equidade na cobrança de impostos e na sobretaxa do povo pobre brasileiro. Com isso, segundo o IBGE, cerca de 63 milhões de brasileiros não tem acesso à internet decorrente principalmente do desconhecimento e por ser um serviço caro.
Ademais, de acordo com o filósofo São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância, além dos mesmos direitos e deveres. Porém, contrariando a fala de Tomás, a desigualdade social ainda é evidente em relação à disponibilidade da internet, já que nem todos os cidadãos conseguem obtê-la por causa da falta de renda. Assim, consequentemente as oportunidades de estudo virtual e do mercado de trabalho são ausentes para aqueles que não a possuem, o que prejudica, de forma injusta, suas relações sociais.
Diante do exposto, para amenizar o impasse é necessário que o governo, como instância máxima de administração executiva, crie uma bolsa financeira “Internet pop” por meio de um projeto de lei entregue a Câmara dos deputados. A bolsa será disponibilizada aos cidadãos que solicitarem e comprovarem possuir renda inferior a um salário mínimo, servindo para que possam investir em internet mensal em suas residências. Espera-se deste modo, a diminuição da concentração de renda e a democratização do acesso à internet à população brasileira.