O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 21/05/2021

“Steve Jobs” um dos fundadores da Apple - uma das maiores empresas de tecnologia digital - sempre deixou claro que a tecnologia deve ser incentivada , pois ela é um dos principais motores do mundo.Nessa perspectiva, na conjuntura contemporânea, percebe-se que o Brasil segue o oposto do ideário do empresário, visto que uma parcela da população não possui acesso à internet.Nesse contexto, urge analisar como as condições socioeconômicas dos cidadãos e a negligência estatal impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a desigualdade no acesso à internet está intrinsecamente relacionada à condição social em que os indivíduos estão inseridos.De acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 25% dos brasileiros não têm acesso à internet.Nesse viés,tal panorama ocorre,sobretudo, devido aos preços exorbitantes que as empresas de telecomunicações cobram pelos seus serviços, os quais não condizem com a realidade de milhares de pessoas,principalmente em regiões mais carentes,como as periferias.Por conseguinte,a vulnerabilidade social em que muitos cidadãos vivem hodiernamente impede que esses sujeitos sociais usufruam da conexão à internet.

Outrossim, vale salientar que o descaso estatal com algumas regiões no interior do território corrobora para a baixão adesão do uso da internet nessas localidades.Segundo a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir a equidade a todos os cidadãos.Entretanto, verifica-se que essa prerrogativa constitucional não é totalmente efetiva na prática, em virtude da falta de investimentos em aparatos tecnológicos necessários para a instalação da rede de conexão sem fio nesses locais e, consequentemente,alcance abrangente à internet de qualidade.Desse forma, a ínfima iniciativa governamental em promover a democratização do acesso à internet propicia o agravamento da exclusão digital no cenário nacional.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas para promover o acesso amplo da internet em todo território brasileiro.Logo, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações - órgão do Estado responsável pelas políticas públicas de inclusão digital - coletivizar o acesso da internet em regiões carentes e interioranas com preços acessíveis aos indivíduos com baixo poder aquisitivo, haja vista que o alcance à rede de conexão ocorre de maneira desigual pelo país.Isso deve ser feito por meio de subsídios, a fim de minimizar as desigualdades provocadas pelos mecanismos tecnológicos.