O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Hodiernamente, a sociedade está passando por um momento distópico, que um ano atrás estava longe de ser realidade, aonde a população não pode sair de casa. A quarentena, que está, acontecendo em prol da segurança contra o vírus Covid-19, trouxe à tona alguns problemas enfrentados pela população brasileira e que eram de pouca importância para o governo, uma delas é a falta de acesso à internet e a desigualdade educacional, que se tornou ainda mais evidente que o inicio das aulas à distância.
Primeiramente, uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2018 divulgou dados que mostram que 45,9 milhões de brasileiros ainda não tinham acesso à internet, Este número corresponde a 25,3% da população com 10 anos ou mais de idade.
Além disso, partindo da análise da desigualdade educacional, que já era um problema evidente e que foi intensificado com o inicio da quarentena e das aulas online percebe-se que em um país que, de acordo com a pesquisa feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 42% dos lares não possuem computador a proposta de dar continuidade ao ano letivo com EaD (Educação à Distancia) é consideravelmente utópica.
Em ultima analise, outro ponto a ser considerado é que a nota de escolas particulares da elite do Brasil no PISA 2018 colocaria o País na 5° posição do ranking mundial de leitura, já o resultado isolado das escolas públicas estariam 60 posições abaixo, na 65° entre 79 países. Com esses dados pode-se perceber que as aulas presenciais oferecidas pelo governo são insuficientes e que a de desigualdade educacional é descomunal e, com a falta de infraestrutura dos colégios públicos em relação aos particulares essa desigualdade tende a crescer durante o período de aulas On-line.
Diante do exposto, em relação a população sem acesso à internet, o governo deve direcionar uma verba para levar internet e estabelecimentos com acesso por um preço baixo para estes lugares e no âmbito da desigualdade educacional deve ser reparada inicialmente com o adiamento do enem e de outras provas de vestibulares e com a disponibilização de um segundo site para estudo, usando como exemplo a plataforma stoodi, para que os alunos interessados tenham acesso a um curso preparatório online.