O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Em 2015, a Internet Comercial completou 20 anos de funcionamento no país, acarretando em uma série de análises e debates sobre a globalização do acesso e uso da rede mundial de computadores. Se por uma lado, o serviço cresceu, transformou-se e mudou a forma como as pessoas trabalham, estudam e até mesmo se comunicam, por outro, ele ainda não está disponível para muitas pessoas.
Tendo isso em mente, o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação monitora, há dez anos, a disponibilidade e a acessibilidade do acesso à Internet nos domicílios e o uso pela população brasileira por meio da pesquisa TIC Domicílios. Em 2014, o estudo apontou que 50% dos domicílios brasileiros, nas áreas urbana e rural, possuíam computador e acesso à Internet. Em 2005, quando a pesquisa realizou sua primeira edição, 17% dos domicílios urbanos possuíam computador e 13% dispunham de conexão à Internet. É visível, que os números aumentaram em cerca de apenas 37% em aproximadamente 9 anos. Um aumento bem pequeno quando comparado a outros países que chegaram a triplicar esse marco brasileiro.
No entanto, um levantamento divulgado em setembro de 2015, o Tribunal de Contas da União investigou a situação das políticas voltadas para a inclusão digital no país, concluindo que restam alguns obstáculos a serem resolvidos. As principais adversidades identificadas pelo documento referem-se à disponibilidade de infraestrutura, ao acesso ao serviço (tanto no que diz respeito ao preço quanto à acessibilidade para pessoas com deficiência), à presença de conteúdo adequado na rede, principalmente no tocante à prestação de serviços públicos de qualidade, à necessidade de alfabetização midiática, assim, aumentando seu interesse pelas atividades que podem ser realizadas neste ambiente e, por fim, à administração das políticas públicas da área, que muitas vezes encontra-se desmantelada.
Portanto, para que ocorra uma inclusão digital considerável no Brasil, órgãos responsáveis pela educação, como Ministério da Educação (MEC) e o Conselho Nacional de Educação (CNE), necessitariam incrementar à alfabetização midiática em ambientes escolares e um maior investimento na área da tecnologia educacional, fazendo com que alunos e estudantes tenham um maior interesse em realizar atividades nesse ambiente e saibam como ter acesso a informações de fontes seguras e confiáveis, sendo assim, levando o Brasil a ser um país mais conectado e bem informado, em relação ao mundo.