O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Acesso ao mundo
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa a exclusão de grande parcela da população em relação ao acesso à internet, no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo descaso governamental em relação a esta questão, seja pela negligência da população em detrimento dos prejudicados.
É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o Estado rompe essa harmonia, haja vista que não apresenta a devida postura que deveria adotar, para lidar com essa situação que acaba por prejudicar consideravelmente àqueles que, de certo modo. são marginalizados e excluídos do processo de comunicação, veiculação de informações, fonte de conhecimento, bem como de entretenimento.
Outrossim, destaca-se a negligência da população como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que grande parte daqueles que têm o acesso garantido à internet, não se mobilizam em prol dos desamparados em razão do preconceito provocado por tal fato social, a partir do momento em que alguns indivíduos definem a posição de indiferença e descaso em tal quadro.
É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Destarte, o Ministério das Comunicações deve investir em políticas de redes de internet “wifi” livres e gratuitas para a população, o que se tornou mais que básico atualmente, promovendo à sociedade brasileira acesso democrático e universal aos serviços como os de telecomunicações. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam o combate a marginalização dos indivíduos desprovidos deste sistema, combatendo tal fato social de Durkheim, a fim de que o tecido social se desprenda de certos tabus para que não viva a ralidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.