O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Compreende-se que, desde a Terceira Revolução Industrial, a internet tem sido de extrema importância para o desenvolvimento de tecnologias avançadas que facilitem a vida do ser humano, podendo ser utilizada para o lazer e para a auxiliação de estudos. Além de todas as suas vantagens, ela proporciona novos empregos e abre novas portas para empresas. Nesse contexto, seria essencial que toda ou grande parte dos habitantes tivessem acesso à um serviço que se mostra importante, porém essa não é a realidade.
A questão do acesso à Internet no Brasil tem sido bastante discutida, especialmente em tempos de isolamento social e paralisação de comércios e atividades sociais. Escolas públicas e particulares do país estão sem aula por tempo indeterminado e diversas empresas estão aderindo ao chamado home office, o qual o trabalho é todo feito em casa, para que o índice de infectados diminua. No entanto, é de conhecimento geral que em um país subdesenvolvido como o nosso, não é toda a população que possui acesso à internet.
De acordo com uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 69,8% da população possui proximidade à esse recurso. Sendo assim, uma significativa parte dos alunos não têm acesso ao chamado ensino à distância (EAD) nesse período de quarentena, fazendo com que percam diversas oportunidades e não consigam se preparar de modo eficiente para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), além de fazer com que grande parte do seu ano letivo seja perdido.
Outro aspecto relevante diz respeito á como as informações são repassadas e chegam até a população da área rural, que têm ainda menos acesso à certas tecnologias, como diz outra pesquisa do IBGE, no qual 21% dos moradores do campo não tem essa conexão. Com o crescimento online, grande parte das campanhas são feitas no campo virtual, fazendo com que se torne militado o público que pode ter acesso à mesma.
È necessário que o governo federal em conjunto com os governos estaduais criem e promovam mais telecentros comunitários, especialmente em áreas pouco beneficiadas, com o objetivo de que mais pessoas possam ter o acesso à internet. Portanto, fica de responsabilidade de governadores e sua equipe a fiscalização desses espaços, de modo que sejam cuidados e bem aproveitados por grande parcela da população local. Desse modo, mais pessoas teriam oportunidades que chegariam próximas da igualdade para que as consequências da falta desse meio sejam minimizadas.