O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Uma pesquisa sobre o uso de Internet no Brasil divulgada na última semana revelou dados e hábitos de consumo bastante curiosos da população. O brasileiro navega na web principalmente pelo celular para se comunicar através de aplicativos de mensagem, como o WhatsApp – enquanto isso, o e-mail é cada vez menos usado. Quase 70% das casas têm acesso à Internet, mas o acesso à banda larga móvel já é maior do que à fixa no país.
As tecnologias ganham cada vez mais prestígio e sua utilização está presente em vários segmentos sociais, integrando inclusive programas educacionais. Com o notável advento e modernização dos meios de comunicação, a tendência é uma progressiva inclusão digital, e que está se disseminando para os países emergentes e subdesenvolvidos gradualmente. A inclusão digital é uma das metas a serem alcançadas no cenário brasileiro atualmente, e que possui um papel necessário no desenvolvimento da população.
No aspecto de acesso às tecnologias e à internet, o Brasil apresenta um cenário heterogêneo, com regiões onde o índice de inclusão é extremamente elevado, contrastando com a deplorável situação de cidades que não apresentam sequer saneamento básico e fornecimento de energia elétrica. Nesse contexto, a inclusão digital de forma coesa no país é dificultada, sobretudo, pela falta de investimento na sociedade. Sem uma base sólida, como saúde e educação bem estruturadas, a implementação de novas tecnologias, que demandam maior nível de investimento, ficam mais defasadas.
Por tanto, deve o Ministério da Ciência e da Tecnologia, por meio da destinação de maior parcela de seu orçamento público, construir centros que disponibilizem computadores e acesso à internet, contando com a presença de profissionais especializados para ensinar à população a manusear as ferramentas virtuais, otimizando seu uso para trazer benefícios aos usuários. Essas unidades poderiam ser instaladas, principalmente, nas localidades onde o acesso às redes é mais restrito, tendo como resultado o aumento do número de pessoas aptas a fazer uso das tecnologias a seu favor e uma maior inclusão digital, como desejava a paraense em seu vídeo. Esse, sim, é o país que se quer para o futuro.