O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 11/05/2020
Internet desigual na luta contra a desigualdade
Com o avanço da globalização, no mundo moderno, aumentou-se a demanda por conexão quase instantânea pelos meios de comunicação. No entanto, devido à gigantesca desigualdade social presente no Brasil, certas regiões e camadas sociais não possuem acesso à internet, impossibilitando uma série de melhorias no modo de vida. Desse forma, torna-se evidente a problemática do acesso homogêneo à rede de internet no país, que geral inconsistências em nível de entretenimento e educação para toda a população.
Cabe ressaltar, em primeira análise, a falta de conexão sob a perspectiva de entretenimento, analisando suas consequências para a sociedade. No meio digital, está grande parte dos passatempos para a população jovem mundial, como jogos, redes sociais e serviços de streaming de filmes e músicas. Entretanto, em um contexto de privação de tal acesso, é comum a existência do ócio, que podem levar o cidadão a encontrar sua distração em meios escusos, como o tráfico. De acordo com a teoria do filósofo Rousseau, que aponta a capacidade do ser de se corromper quando inserido numa sociedade não dotada de valores bem estabelecidos. Portanto, fica claro a capacidade de corrupção gerada pelo ócio, reflexo da falta de acesso à internet.
Ademais, deve ser analisada a carência de alcance a rede no meio como fator causal à déficit educacional. Nos dias atuais, grande parte da gama de conteúdos para estudo, como vídeo-aulas, apostilas ou cursos, estão em ambiente online. Sendo assim, quem não possui acesso à tal meio é privado do aprendizado complementar oferecido por ele. Com base na teoria da Caverna, do grego Platão, que afirma que apenas tendo acesso à uma gama de conteúdos externos é possível superar crenças infundadas e garantir a educação plena, é explícita a necessidade de democratização do acesso à internet. Aliando-se a perspectiva da qual a parcela que não possui internet é a mesma com problemas na educação presencial, torna-se clara a insuficiência acadêmica. Essa, consequentemente, é responsável por prorrogar a desigualdade social, mantendo um ciclo vicioso, fatal à sociedade brasileira.
Destarte, devido ao supracitado, torna-se evidente a necessidade de medidas para oferecer acesso igualitário à rede de internet no Brasil. Cabe ao poder legislativo, por meio da criação de emendas constitucionais, de amplo apoio no meio, oferecer o alcance à rede como direitos básicos do cidadão, com intuito de levar à todo o país condições viáveis para superar a desigualdade social. Assim, então, será possível viver num país mais justo e igual para todos.