O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 11/05/2020

Educação não é produto

O acesso à internet pode parecer supérfluo para muitas pessoas já que se tornou um hábito tão comum quanto comer, mas ao contrário do que se imagina, esse hábito se tornou um privilégio. Parte da população brasileira não acompanhou o avanço da tecnologia e é prejudicada até mesmo em seus direitos mais básicos.

Segundo o Artigo 205 da Constituição Federal, a educação é dever do Estado e da família, visa o desenvolvimento da sociedade e o exercício da cidadania. Em tempos de pandemia como a que estamos vivendo, quando a educação acadêmica pode ser apenas provida através da internet, o direito de 28,3% dos alunos brasileiros é esquecido. 28,3% de alunos não poderão exercitar a cidadania e terão defasagem no seu desenvolvimento pessoal. Enquanto o Estado não supre  essas pessoas, a injustiça e a desigualdade é perpetuada no país.

Como citado por Abraham Weintraub, ministro da Educação, o Exame Nacional do Ensino Médio não foi feito para corrigir injustiças. Desta forma, a educação básica se torna privilégio e o ensino superior se distancia mais ainda dos mais desafortunados. O que para muitos é natural, uma atividade cotidiana, para alguns é esquecido e nada é feito para mudar. Negligenciar a educação dos cidadãos é o primeiro passo para abalar a estrutura de um país.

No Brasil, a desigualdade na educação sempre foi um fator importante, mas num momento de crise sanitária essa desigualdade fica ainda mais extrema. Cabe ao ministério da educação garantir que a parcela de cidadãos que não estão conectados tenham por onde estudar, mapeando onde estão essas pessoas e comprando tablets com planos de acesso à internet de qualidade e material didático para todos. Isso diminuiria a desigualdade do acesso à internet e aumentaria o alcance da educação à distância. Além disso, aproximaria os indivíduos dos avanços feitos pela tecnologia e democratizaria a informação e educação.