O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 13/05/2020
Revolução Francesa foi marcada por revigorar os ideais iluministas, os quais denotam a importância do direito à igualdade entre os cidadãos para fomentar o bem-estar social. Entretanto, atualmente, no Brasil, quando se observa a deficiente democratização do acessa à internet, percebe-se o distanciamento com a proclamação, pois grupos marginalizados sofrem com a indisponibilidade de manusear essa ferramenta tecnológica, como os índios e os indivíduos de bairros periféricos. Nesse sentido, é inquestionável a necessidade de intervenções para reverter esse cenário.
A princípio, é importante salientar que a maioria da população nativa carece de internet. Ademais, o romantismo foi um movimento literário que, na primeira geração, valorizava os índios, fazendo-se desse um herói da nação. Porém, segundo a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), 78% das aldeias não têm acesso à ferramentas tecnológicas, a qual essa ausência prejudica os indígenas que necessitam desse meio para fiscalizar o território e manter comunicação com o centro urbano. Destarte, é notório que ações devem ser feitas para amenizar essa conjuntura, como já realizado pela TV Cultura, do estado do Pará, a qual disponibiliza aparelhos de comunicabilidade online para essa minoria.
Além disso, pessoa que moram em bairros suburbanos enfrentam a segregação tecnológica. Vale pontuar que a internet foi criada na Guerra Fria, com o objetivo de unificar os povos e contornar as barreiras geográficas que impediam a comunicação. Entretanto, a atual realidade é distorcida desse período, uma vez que os altos custos de instalação desse sistema separa os indivíduos mais privilegiados economicamente; uma prova disso é a pesquisa feita pelo jornal G1, na qual aponta que 18% das periferias do Rio de Janeiro não têm acesso a rede online. Desso modo, medidas devem ser tomadas para mitigar esse problema, como já faz a Organização Não Governamental (ONG) Comunidade das Favelas (CUF), na qual sustenta a ideia de inclusão digital.
Tendo em vista ausência de acesso à internet para minorias sociais, portanto, deliberações devem ser feitas. De início, é fundamental que o Governo Federal, em parceria com TV Cultura, que já atua nessa causa, elabore projetos para fornecer fios e antenas de comunicação digital, com o objetivo de abranger a área de conexão online, assim, possibilitando maior interação dos indígenas com essa rede. Outrossim, empresas de telecomunicação devem apoiar ONGs que fornecem a inclusão da periferia no ambiente virtual, como a CUF, por meio de aparatos tecnológicos e de baixo valor monetário, atribuir a essas comunidades uma nova realidade, com o intuito de aumentar a participação desses indivíduos nessa ferramenta. Feito isso, ideais iluministas se aproximarão, progressivamente, do cenário de pessoas marginalizadas, com inclusão de acesso à internet no Brasil.