O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, em meados do século XX, veio à tona o uso massivo da nova tecnologia apelidada mundialmente como internet. Posteriormente, a rede se tornou o principal meio de comunicação e de informação podendo ser associada a fenômenos como a Globalização. Segundo o empresário Steve Jobs, fundador da Apple, o mundo é movido pela tecnologia. Assim sendo, o acesso à internet se torna, acima de tudo, básico e deve ser tratado de forma constitucional no Brasil e com medidas de garantias estatais.
Segundo o filósofo polonês Zygmunt Bauman, “na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte”. De maneira análoga, a exclusão ao acesso à internet pode desencadear uma série de consequências, como a marginalização informacional, onde o indivíduo não tem acesso à informações básicas fornecidas pela rede. Tal como apresentado pelo IBGE, em 2018, 63 milhões de brasileiros não tem alcance à internet. Dessa forma, fica evidente a desigualdade em função aos acessos na rede gerada, principalmente, pelos preços abusivos em aparelhos telefones e computadores dos quais são fiscalizados de maneira infame pelo Estado e que prejudicam as classes mais baixas, impedindo que essas tenham acesso às informações globais.
Ademais, seguindo a ideia de Steve Jobs, a tecnologia trouxe consigo inúmeras melhorias nas diversas áreas da compreensão humana. Em virtude dos avanços na internet, novas formas de se enxergar o mundo foram impostas. Uma vez que em prática esse progresso, haveriam inovações em setores da educação, tal como o EaD - Ensino à Distância -, ou até mesmo nas áreas de entretenimento, por exemplo, o cinema por meio das plataformas de “streaming”. No entanto, bem como todo tipo de serviço, a qualidade do acesso à rede entra em pauta. De acordo com estudos da Akamai, o Brasil é o 85º em relação à qualidade de velocidade da internet. Por conseguinte, a implementação dos avanços apresentados não são recomendados no país, já que esses necessitam de uma conexão de qualidade. Em síntese, a má atuação governamental ao prover internet, atrasa a evolução técnico-científica da nação.
Em suma dos aspectos mencionados, torna-se evidente a necessidade de medidas para solucionar a problemática. O Estado concomitantemente ao MCTC - Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação - devem tornar o acesso à internet uma garantia constitucional, criando “lan houses” estatais que permitam a conexão àqueles que não tenham oportunidades de acesso. Além disso, o governo deve investir em uma internet de qualidade custeada pelo Estado para fornecer ao povo a disponibilidade da “web”. Dessa forma, será possível o acesso à internet de qualidade que, de fato, integre indivíduos no Brasil. Só então poderemos mover o país por meio da tecnologia, assim como protege Steve Jobs