O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 13/05/2020

O acesso a internet tornou-se um dos índices de medição da desigualdade nos países e no Brasil não seria diferente. Assim, a conexão que deveria democratizar infelizmente distancia já que os desafios de alcançar os meios para estar onlline são igualmente difíceis aos obstáculos de obter as habilidades cognitivas do uso. O estado, por sua vez, inconstitucionalmente ignora.

Nesse cenário, o Unicef afirma que mais da metade da população africana não possui acesso a internet, enquanto na Europa o percentual diminui para menos de 5. Nesse sentido, é possível notar a correlação do problema em detrimento da desigualdade social comum aos países subdesenvolvidos. Logo, a incapacidade dos governantes em mitigar as mazelas básicas da população carente ocasiona lamentavelmente outros desafios, como a democratização das novas tecnologias.

Por outro lado, pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) corroboram com a lógica de que não é verdadeiramente garantia de boa política pública uma conexão de 1GB ou internet de fibra óptica sem a devida capacitação. Ou seja, o Estado e as empresas exigem trabalhadores habilidosos e repletos de competências no mundo tecnológico, porém ambos negam oferecer esse aprendizado. Dessa maneira, é insídia das empresas e negligência do Estado não fomentar tanto o acesso a internet quanto a alfabetização dos usuários.

Por isso, os governantes devem estabelecer o acesso da população mais humilde a essas novas tecnologias através de políticas de Estado, no combate a exclusão digital, por meio de doações, por parte do Ministério da Educação, de equipamentos e eletrônicos inerente ao desenvolvimento de um país, especialmenten em ambientes escolares. Somado a isso, necessita-se de Parceria-Público-Privado (PPP) que auxilie na capacitação de jovens e adolescentes no formato de cursos profissionalizantes facilitanto a inserção no mercado de trabalho e proporcionando às empresas profissionais potencialmente aptos.