O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 14/05/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o acesso a Educação e ao bem-estar social. Conquanto, no País nem todos tem acesso a uma conexão estável com a internet, impossibilitando que uma parcela dos estudantes desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido na inacessibilidade dos recursos EAD (Ensino a Distância) para indivíduos de baixa renda que não possuem o equipamento e os materiais necessários para o comprimento das atividades. De acordo com o Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, 42% dos lares não possuem computador. Diante do exposto, é intolerável que a sociedade continue a negligenciar a situação atual dos estudantes.

Faz-se mister, ainda, salientar que outro grande problema decorrente do uso do sistema EAD é a ampliação das desigualdades sociais e a exclusão social de grande parte dos estudantes, visto que ,atualmente o projeto de vários governantes é a aprovação das aulas EAD, condição essa que acaba por agravar o problema. Segundo o economista Ludwig von Mises, um dos grandes nomes da Escola Austríaca de Economia, o homem quando em liberdade, tende a agir buscando a maximização de sua felicidade. Sob essa ótica, nota-se que indivíduos com baixo poder aquisitivo priorizarão serviços de necessidade básica (como alimentação, saúde e moradia) em detrimento de atividades educacionais, ou seja, isso significa que na situação dos estudos EAD e a atual crise pandêmica e econômica, as famílias de baixa renda vão optar por medidas de sobrevivência em exclusão a compras de materiais e tecnologias que possibilitem a participação das aulas online. Diante desse contexto, a sociedade não deve tolerar que essa situação perdure.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Dessa maneira, urge que o Ministério da Educação desenvolva medidas que dêem acesso ao material online para a parcela excluída dos estudantes, de modo que essa agora tenha meios de participar do ensino EAD para que assim o estado, conforme consta na Constituição, possa cumprir seu dever de entregar educação a todos. Dessa forma o Brasil poderia superar os problemas do acesso a internet e ao ensino online.