O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Criada em 1969, a internet surge nos Estados Unidos, no período da Guerra Fria, como sua grande aliada. Hoje, no entanto, a internet possui milhares de funções e algumas delas seria: promover uma maior qualificação nos meios profissionais, ajudar a aumentar o desenvolvimento na educação e principalmente no país. Contudo, essa não é a realidade do Brasil, já que aqui a internet é apenas mais um marcador da desigualdade social fortemente presente, ainda. Consequentemente a vida de vários brasileiros são afetadas pela falta dessa ferramenta multifuncional.
Ademais, de acordo com a ONU a conectividade é como um direito fundamental, portanto seria obrigação do Estado proporcionar esse direito a todos. Entretanto, o que se vê é que mais de 30 milhões de brasileiros não têm acesso à internet, segundo o IBGE. Logo, fica visível que assim como tantos outros, esse, aqui no Brasil, também é um direito seletivo, onde somente a minoria consegue ter acesso, levando a mais um dado alarmante de que 98% das casas classe A possuem internet, enquanto apenas 8% das casas classe B e E possuem o mesmo, conforme o site intervozes. Assim, é possível ver que a falha na disponibilização da internet aumenta ainda mais os fatores e as consequências das desigualdades já presentes no Brasil.
Não obstante, o impacto que a internet pode causar na educação é extremamente proveitoso, pois através da facilidade que a mesma traz, jovens estudantes poderiam ter acesso a diversos conteúdos de qualidade sem sair de casa. Tendo isso em vista, quando iniciou-se o presente período de quarentena, a solução pensada para que as aulas não parassem foi o EAD (Ensino à Distância), tanto para as escolas públicas, quanto para as particulares. Porém, a realidade entre uma e outra é completamente diferente, visto que são em a grande parte os estudantes das escolas públicas que entram na estatística de que 42% dos lares brasileiros não possuem computadores em casa, de acordo com o site UOL.
Entende-se, portanto, que a internet, em suas mais diversas utilidades, ainda é noticiada apenas como marcador da desigualdade social. Desse modo, é preciso que medidas como, a criação de lugares públicos com acesso a internet gratuito, sejam feitos, para que a população mais desfavorecida seja alcançada, ou também, o aproveitamento das escolas públicas que possuem salas de informática como um ponto de acesso livre aos fins de semana, ou contraturno. Assim, os estudantes que não possuem essas ferramentas em casa teriam as mesmas oportunidades dos demais que possuem. Com essas atitudes, os primeiros passos de um país mais igualitário estariam sendo feitos.