O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito ao acesso à internet e ao bem estar social.Todavia, por consequente da desigualdade social o acesso à internet demonstra-se restrita no Brasil, pulsionando, assim, o crescente percentual de exclusão social. Nesse âmbito, para que seja alcançada uma sociedade integrada faz se necessário  não só combater a desigualdade social como também aumentar a  igualdade de oportunidades.

É importante salientar, de início,que a educação é o fator essencial no desenvolvimento de um país.Nessa perspectiva, segundo estimativas do Produto Interno Bruto (PIB) o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, logo, seria racional acreditar que a população brasileira tivesse acesso à internet igualitária. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado é claramente refletido no número de   jovens que não possuem acesso às plataformas digitais.Diante do exposto, pesquisas mostram que  29% dos jovens na faixa etária entre 15 e 24 anos não tem acesso à internet, assim, torna-se evidente que o acesso está interligada com a desigualdade social sendo este  um propulsor.

Convém ressaltar, ainda, que o acesso às plataformas digitais pode ser usadas como uma solução para as disparidades educacionais existentes, possibilitando aos cidadãos igualdades de oportunidades.De acordo, com o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas, e econômicas é a característica da “Modernidade líquida”  vivida no século XXI.Diante de tal contexto, o acesso à internet é fundamental, uma vez que as informações estão ao alcance de um clique e a comunicação imediata, promovendo, assim, segundo Blanca Carazo, diretora do Comitê Espanhol de Programas do Unicef, a  possibilidade da educação  alcançar lugares remotos.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de uma sociedade melhor. Dessa maneira, cabe ao Ministério da Cidadania em conjunto com os Governos Estaduais, não só diminuir a desigualdade social por meio da ampliação de projetos de inclusão socioeconômico como também  aumentar o acesso à internet gratuita em lugares públicos, escolas e bibliotecas, afim de abaixar o percentual de exclusão social na sociedade brasileira.