O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Em 2014, a ONU (Organização das Nações Unidas) afirmou que internet é um direito humano do século XXI. Contudo, a população brasileira está impossibilitada de desfrutar desse direito universal na prática, problema causado não só por exclusão financeira, mas também de políticas públicas em áreas periféricas. Desse modo, resolver tal problemática é imprescindível.
Primordialmente, é importante destacar que não adianta possuir instrumentos de comunicação, nem o serviço de internet se parte da população não pode pagar por ele. De acordo com o site Vermelho Org, 29% dos jovens não possuem acesso à internet, ou seja, 346 milhões de pessoas. Nesse sentido, as pessoas estão enganadas se acham que todos possuem condições para pagar internet e manter-se conectado, quando na verdade esse pouco dinheiro é direcionado para o sustento da família. Dessa forma, é necessário tomar providências para que a exclusão se transforme em inclusão.
Ademais, o Brasil ocupa a nona posição da economia mundial, seria racional acreditar que o país possui inclusão digital para toda a população. Contudo, a realidade é outra, e esse contraste se reflete nas cidades de zona rural e áreas periféricas em que o acesso aos meios de comunicação são precários e limitados. A terceira lei de Newton sugere que, para toda ação, existe uma reação. Sendo assim, restringir o uso de internet nas cidades, consequentemente impedirá que as pessoas gozem da plena cidadania. Logo, é preciso quebrar esse tabu.
Portanto. O MCTIC (Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) deve criar uma lei para que seja implatado pontos de acesso à internet gratuita e com qualidade, como redes wi-fi em todas as zonas das cidades urbanas e rurais, dessa forma as pessoas que não possuem internet em suas casa poderão utilizar da cidade. Além do mais, o governo deve distribuir computadores para as bibliotecas ou escolas com internet para cidadões dos municípios que não possuem celulares possam navegar, fazer trabalhos escolares e estudar sem distrações. Sendo assim, a população desfrutará do seu direito humano na prática.