O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 16/05/2020
Segundo Steve Jobs: “a tecnologia move o mundo”, entretanto, ela se tornou um novo indicador de desigualdade. No Brasil, o acesso à internet tornou-se um desafio. Nesse sentido, fatores de ordem educacional, bem como social, demonstram um enorme vazio a ser preenchido, agravados pelo aumento da necessidade de viver conectado que não foi acompanhado de uma universalidade ao acesso.
A priori, a modalidade de Ensino à Distância (EAD) tem sido defendida por gestores da Educação Pública sem levar em consideração que 45,9 milhões de brasileiros não têm acesso à internet. Além disso, o Censo Escolar 2018 revelou que 3,5 milhões de jovens abandonaram os estudos. Esse cenário gera exclusão e desmotivação, o que pode agravar ainda mais a evasão escolar.
Posteriormente, o problema da desigualdade social causado pelo acesso à tecnologia tem sido negligenciado no Brasil. Dados do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) apontam que nas classes A e B, 90% das pessoas estão conectadas diariamente, em contraste com 42% das classes D e E. Outrossim, nem todos os estudantes ou professores que estão conectados têm capacidade de manipular recursos digitais.
Portanto, o problema do acesso à internet no Brasil deve ser resolvido. Para que isso ocorra, é necessário que o Poder Legislativo reduza os impostos dos produtos de tecnologia e da mensalidade da internet para os que comprovarem ser socialmente vulneráveis. Some-se a isto, as Secretarias Estaduais de Educação por meio dos núcleos gestores das escolas públicas devem capacitar os estudantes e professores para que ambos estejam aptos a interagir com os recursos digitais. Assim, o acesso à internet será um meio de reduzir as desigualdades sociais no País.