O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 17/05/2020
No filme sul-coreano Parasita, percebe-se as diferenças sociais existentes na sociedade. De maneira análoga ao acesso à internet, nota-se que esse cenário de iniquidade também reflete no âmbito tecnológico, onde pessoas de baixa renda não possuem acesso à rede mundial de computadores devido à falta de poder aquisitivo e as dificuldades de instalações em ambientes periféricos.
A discrepância social é um fator principal para a falta de conexão com o meio virtual. Segundo estatísticas, cerca de 30% dos brasileiros não possuem acesso à internet. Neste caso, por tratar-se de pessoas mais carentes, a prioridade da aplicação da renda é feita nos bens de consumo básico e no sustento dos membros familiares, faltando capital financeiro para o investimento na acessibilidade virtual.
Contudo, cidadãos que moram longe dos centros urbanos são prejudicados devido à dificuldade de conexão. De acordo com Steve Jobs, a tecnologia move o mundo, sendo assim, indispensável para a obtenção de conhecimento. Porém, com a falta de investimento nas periferias, o acesso à rede se torna mais escasso em razão da deficiência no suporte estrutural das comunidades, o que ocasiona uma banda larga de má qualidade.
A fim de solucionar esse problema, é necessário uma ação efetiva. O Governo Federal deve mobilizar o Ministério da Economia e propôr acordos com provedores de internet, promovendo a redução da tabela de preços direcionadas à famílias adicionadas no Cadastro Único para Programas Sociais, fornecendo uma maior inclusão e equidade. Como resultado dessa nova perspectiva, pessoas de menor renda, terão uma maior oportunidade de possuir conexão à rede mundial.