O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 17/05/2020
A década entre 2007 e 2017 foi quando ocorreu os maiores avanços na tecnologia no Brasil em que houve o surgimento das tvs digitais, Iphone e filme em 3D. Com isso, a sociedade passa constantemente por transformações culturais e modernas. Porém, nem toda a população consegue ter acesso aos novos modos virtuais de vida por conta das diferentes classes sociais que limita alguns grupos.
A priori, é importante destacar que as falhas no cumprimento da Constituição Federal no direito à educação, moradia e trabalho com dignidade ainda atinge grande parte da população brasileira. Dessa forma, a maioria não possui recursos para investir em educação de forma equitativa, o que resulta na exclusão do uso de um ensino digital ou à distância. De fato, isso gera uma desigualdade entre aqueles que possuem melhores recursos de ensino e outros não. De acordo com o site da Agência Brasil 43% dos domicílios não tem computador, nem internet. Sendo assim, um fator contraditório com os direitos da Constituição.
A posteriori, é válido dizer que hoje há diversas formas de ensino, mas nem todas são válidas, principalmente em uma cultura que carregou um legado de escravidão estendido e apatia aos desfavorecidos. Conforme o Diário do Nordeste, somente 8% das famílias em Fortaleza possuem banda larga. Desse modo, a adoção de sistemas como educação domiciliar “homeschooling” e o Ensino a Distância (EaD) no Brasil, irá priorizar aqueles que já tem acesso à internet. Todavia, antes disso ocorrer é preciso do auxílio de profissionais.
Portanto, é fundamental o apoio do Governo Federal em disponibilizar aparelhos eletrônicos (tablet e computador) com o suporte de pedagogos que acompanhem o ensino, através de programas educativos já instalados para as famílias que não possuem o acesso à internet. Dessa maneira, quebra-se a desigualdade entre as classes e faz com que a geração possa acompanhar as transformações digitais com equidade.