O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 20/05/2020

Dado os consideráveis avanços tecnológicos, a rede mundial de computadores possibilitou à maior parte da população o acesso rápido, quase instantâneo, aos mais variados conteúdos e dessa maneira, transformou sociedade atual em uma sociedade hiperconectada. Segundo o sociólogo  Pierre Lévy “Toda nova tecnologia cria seus excluídos”. Considerando que 1 em cada 4 brasileiros não possuem acesso à internet - de acordo com dados de 2018 do IBGE- é nítida a exclusão digital a qual se traduz em desigualdade social em nosso país.

Em 2011 a Organização das Nações Unidas (ONU) definiu o acesso a Internet como um Direito básico Humano do século XXI. Para tanto é necessário primeiramente que as pessoas possuam acesso ao conjunto de técnicas e tecnologias necessárias para a conexão as redes sociais e a internet - Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC’s). No entanto o cenário atual demonstra nitidamente a exclusão digital vivenciada por parte da sociedade que não possui meios para garantir tal conexão. Dessa forma a exclusão apresenta-se em diferentes categorias, seja instrumental, infraestrutural, financeira, cognitiva, linguística e ainda institucional. Tal conjuntura social revela mais uma forma de desigualdade que afeta o exercício pleno da cidadania por parte da sociedade.

Tendo em vista que o alcance da internet torna-se mais uma problemática a medida que exclui parte da população, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação promova a ampliação das redes, proporcionando,assim, cobertura nas áreas periféricas. Para tanto é fundamental que o Estado diminua as taxações dos serviços e equipamentos de telecomunicações. Além disso, ofereça internet gratuita em mais espaços público; planos de subsídios a computadores e redes de internet, de modo a garantir o acesso a baixo custo da população mais carente e garanta o letramento digital, isto é, capacite os indivíduos a tornarem-se usuários proficientes da internet. Vale destacar que compete ao cidadão cobrar do poder público a garantia dos seus diretos, contribuindo assim, para uma sociedade verdfadeiramente democrática.