O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Na Constituição Federal, em seu artigo 205, está previsto que a educação é direito de todos e dever do Estado. Entretanto, o sistema de ensino no Brasil não é efetivo, e um de seus entraves é o baixo acesso à internet por parte dos jovens brasileiros, o que dificulta o desenvolvimento educacional desses jovens. Percebe-se tal fato, não só no baixo número de escolas públicas com acesso à internet, como também o elevado número de lares brasileiros sem acesso. Primordialmente, é importante analisar que a educação é uma importante ferramenta para o desenvolvimento dos jovens, que irá prepará-los para o exercício de sua cidadania e sua qualificação profissional. Porém, dados do IBGE – revelam que mais de 60% de escolas públicas no Brasil não tem acesso à internet – dessa forma, fica evidente a urgência na ampliação desse mecanismo à educação pública brasileira. Corroborando com essa ideia de urgência, o Geografo Milton Santos afirma que globalizar o conhecimento e seu uso é, por fim, globalizar a cidadania – e somente desta forma poderá ser mitigado os efeitos desse cenário de desigualdade. Ademais, não bastasse a precária estrutura física das escolas públicas, o jovem ainda encontra outra barreira no processo educacional, dificuldade esta, dentro do seu próprio lar, já que quase 15 milhões de lares no Brasil não tem acesso à internet, dado fornecido pela pesquisa nacional por amostra de domicílios (PNAD). Nesse sentido, é notório o tamanho da desigualdade a ser combatida, em relação ao acesso à internet no Brasil, visto que, segundo o educador Paulo Freire, a educação é um forte esteio na construção da cidadania o que só reforça a importância da ampliação do acesso à internet. Desse modo, cabe ao Ministério da educação a ampliação do acesso à internet nas escolas públicas, ofertando conexões abertas de internet. Tal ação pode ser desenvolvida por meio de parcerias público-privadas, utilizando datas dos calendários acadêmicos para a implantação do sistema – o que propiciará um melhor desenvolvimento educacional dos estudantes, tornando-os cidadãos globalizados.