O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/05/2020

Segundo a constituição brasileira “Erradicar a pobreza, a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais” é o terceiro objetivo fundamental da República Federativa do Brasil. Nesse sentido é notável uma negligência legislativa por parte do Estado, visto que inclusive o acesso à internet no Brasil é desigual. Sob tal ótica, percebe-se a internet como um indicador social e se torna inviável o ensino a distância, por exemplo.

Certamente uma parcela da população brasileira é privada do acesso à internet. De acordo com o Programa das Nações Unidas para com o Desenvolvimento (PNUD) o Brasil é o sétimo país mais desigual do mundo, onde cerca de 13,5 milhões de pessoas se encontram em situação de extrema pobreza. Logo, essa porcentagem da população é privada do acesso a qualquer tipo de banda larga.

Outrossim, é válido ressaltar que, o ensino a distância é incabível no Brasil, já que 42% dos lares não possuem um computador. De maneira análoga, estados como São Paulo, Rio de Janeiro e o Distrito Federal, por conta do fechamento das escolas devido ao surto mundial do vírus covid-19, tentam implementar a educação com EaD (ensino a distância) nas escolas públicas. Por conseguinte, torna-se contestável o funcionamento dessa forma de ensino.

Em suma, é necessário democratizar o acesso a internet no Brasil. Por tanto cabe ao Estado promover a diminuição dos preços de banda larga, por meio de incentivos fiscais, tendo em vista a democratização do acesso das pessoas aos meios virtuais. Ademais, compete as escolas criarem outro método de planejamento de ensino.