O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 05/06/2020
A ONU (Organização das Nações Unidas) reconhece a internet como um direito humano. Porém, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), aproximadamente 25% dos brasileiros não têm acesso à internet. Sendo assim, apesar de ser um direito fundamental no século XXI, acessá-la ainda é um privilégio no Brasil.
A internet em questão é indispensável hoje em dia. Com a globalização e 4° Revolução Industrial, esse recurso transformou o modo de produção capitalista, com o advento do “e-commerce”. Além disso, ela também mudou a relação das pessoas com a cultura, educação e informação; alterou as relações sociais com as redes sociais; e se transformou em ferramenta de articulação política como mostrou o movimento “#AdiaEnem”. Por tudo isso a internet é fundamental.
Contudo, ela ainda é um privilégio. De acordo com Milton Santos, geógrafo brasileiro, em “Por uma outra globalização”, a globalização de hoje age como perversidade, pois nem todos têm acesso a ela. Isso se mostrou de modo marcante na pandemia do COVID-19, já que muitos estudantes não tiveram condições de seguir seus estudos por EAD. Desta forma, como muitos no Brasil não têm acesso à internet, ela se constitui como um privilégio.
Portanto, tornar a internet acessível é uma necessidade. Para tanto, o Ministério do Desenvolvimento Regional pode promover a instalação de pontos de wi-fi em periferias, escolas e bibliotecas públicas. Estes pontos seriam colocados em regiões que pesquisas apontem o baixo índice de acesso à internet. Consequentemente, a internet deixaria de ser um privilégio e seria democratizada. Desta maneira, além de um direito, seria uma realidade.