O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 21/05/2020
No Canadá, cerca de 91% da população usufrui da internet, enquanto no Brasil, apenas 70% possui esse benefício. No contexto atual, o EaD (ensino a distância), por consequência da pandemia do COVID-19, passou a ser o meio educacional para a população mundial. Todavia, aqueles que não possuem tais recursos são mutuamente privados do ensino. Medidas devem ser tomadas para que a desigualdade tecnológica não influencie, de maneira proporcional, a desigualdade educacional da população brasileira.
O retrocesso do Brasil ao acesso às tecnologias não é novidade, quando comparado em escala global. Com o início da Revolução Industrial, enquanto países europeus se desenvolviam, o Brasil, que ainda era colônia portuguesa, foi desprovido desses recursos. Deste modo, o país ainda está no caminho para atingir a tecnologia encontrada em nações desenvolvidas. Assim, a realidade de um país que teve um processo lento ao acesso a tais tecnologias impossibilita que toda a população brasileira tenha as mesmas condições ao uso.
Em tempos de pandemia, a educação de todos tornou-se extremamente dependente do acesso à internet. Segundo dados estatísticos, o Brasil aponta 63,4 milhões de habitantes ausentes dessa vantagem. Desta forma, a educação, que deveria ser direito de todos, se torna prioridade àqueles que possuem condições financeiras necessárias para o consumo. Diante disso, ademais da desigualdade existente do uso da rede, a desigualdade educacional do país, que já é alarmante, tende a ser intensificada.
Considerando a realidade brasileira e as possíveis medidas que devem ser tomadas, é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), em contato com as prefeituras municipais, colaborem para viabilizar o acesso à internet a um maior número de habitantes em cada município. Assim, além de aumentar a porcentagem brasileira ao acesso à rede, a educação será disponibilizada a um maior número de estudantes em meio a pandemia.