O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 28/05/2020

Apesar da internet ter sido criada em 1992, com objetivo de interligar laboratórios, anos depois passou a ser utilizada para que informação alcançasse à todos. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto, uma vez que no Brasil 33% dos domicílios não possuem acesso, conforme os dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil. Esse cenário reflete na educação e falta de informação em massa. Diante disso, torna-se fundamental a discussão.

Primordialmente, é essencial pontuar que o debate entre a  junção internet e educação são discutidos há algum tempo pelo Ministério da Educação (MEC), entretanto, nenhuma ação concretizada. Inesperadamente, no ano de 2020, em um contexto de crise epidemica que gerou o isolamento social, interrupções de aulas de presenciais que foi possível enxergar o impacto da falta de acesso à internet sobre a educação. Segundo a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), cerca de 154 milhões de estudantes ficaram sem aula, devido á inacessibilidade. Uma ferramenta importante que poderia ajudar em aulas online, livros gratuitos em PDF , acesso à exercícios, de extrema importância para que o estudo autónomo, mas que só alcançou em sua maioria à classe média, situação condizente da própria UNESCO. Desse modo, é extremamente necessário a reformulação estatal perante à essa problemática.

Ademais, é contundente ressaltar que a falta de informação se torna maior ao indivíduo que não possui internet. Nela, a aproximação com programas, notícias variadas e até mesmo as redes sociais, trazem uma bagagem imensurável. Somente a absorção da TV e rádio, refletem em um único ponto  de vista, podendo ser vinculados à opiniões pessoais e políticas deixando margem à criação de uma visão do outro, sem sua própria opinião e conhecimento. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 49% dos domicílios do Brasil que não possuem internet, é devido ao custo elevado, entrevistados, sem dúvida, pobres, periféricos e em situações decadentes. Desse modo, a falta de discussão e  concretização de ações contribuem para perpetuação desse quadro.

Assim, medidas factíveis são necessárias para conter o avanço da problemática. Dessa forma, com o intuito de atenuar o restrito acesso à Internet no Brasil, é preciso, urgentemente,que a UNESCO, juntamente com o Comitê citado e o MEC reúnam esforços, e através da redução do custo de acesso e distribuição de instrumentos adequados para quem não tem condições, refletindo não só para melhorrar o meio educacional, mas informacional. Promover inclusão digital é dever do Ministério, exclusivamente à aqueles de margem social menos favorecida.