O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 22/05/2020

A priori, em um cenário globalizado, as tecnologias da informação, bem como a internet, estão ganhando cada vez mais prestígio, e sua utilização está presente em vários segmentos sociais. No entanto, hodiernamente, a respeito do acesso á internet, o Brasil apresenta um aspecto heterogêneo, visto que, em diversos setores da sociedade, o índice de exclusão é extremamente elevado, demonstrando assim que a disponibilidade desse recurso não é igualitário. Dessa forma, faz-se vigente debater a respeito da democratização do acesso a internet.

Em primeira análise, o Positivismo é uma corrente filosófica, desenvolvida pelo filósofo Augusto Comte, pautada na confiança do progresso técnico-cientifico como promotor do desenvolvimento humano. Em contrapartida, a situação do Brasil hodierno no que tange a inclusão digital, vai de encontro a essa tese, uma vez que a disparidade social permeia diretamente as relações sociais, pois exclui grande parcela dos brasileiros ao acesso à internet. O principal agente dessa restrição é a inobservância estatal por parte do Estado, haja vista que a disponibilidade de recursos tecnológicos e capacidade financeira não atinge diversos âmbitos , bem como as instituições públicas, as quais tem amparo reduzido. Com isso, segundo dados da “Agencia Brasil”, um em cada 4 brasileiro não possui internet.

Vale ressaltar, ainda, que, desde o fim da Guerra Fria e a consolidação do modelo econômico capitalista atrelado ao desenvolvimento da globalização,contribuíram com a popularização  da internet e mídias digitais. Todavia, esse panorama não se fundamenta no Brasil, acarretando consequências para a população. A princípio, a ausência do contato com a internet resulta no impedimento da obtenção de informações, além disso, contribui diretamente no aumento da desigualdades sociais. Sendo assim, é evidente que a restrição a esse recurso pode impactar negativamente no progresso do país.

Infere-se, portanto, que é imprescindível que a atenção seja voltada para o setor de telecomunicações pelas esferas governamentais. Primeiramente, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, órgão responsável pela formulação e implementação da Política Nacional de Ciência e Tecnologia, em parceria com o Governo Federal elabore um programa, direcionado às áreas debilitadas do país, que foque essencialmente na construção de espaços equipados com computadores e no oferecimento de cursos de informática básica às famílias de baixa renda, com o intuito de democratizar o acesso a internet, para que haja a plena inclusão digital e a difusão dos meios tecnológicos entre a população. Dessa forma, o pensamento do filósofo de Comte irá se materializar.