O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 22/05/2020
Em 2015, a Internet comercial completou 20 anos de funcionamento no país, suscitando uma série de retrospectivas e debates sobre a universalização do acesso e uso da rede mundial de computadores. Se, por um lado, o serviço cresceu, diversificou-se e mudou a forma como as pessoas trabalham, estudam e até mesmo se relacionam, por outro, ele ainda não está disponível para muitas pessoas. Em 2014, o estudo apontou que 50% dos domicílios brasileiros, nas áreas urbana e rural, possuíam computador e acesso à Internet. Em 2005, quando a pesquisa realizou sua primeira edição, 17% dos domicílios urbanos possuíam computador e 13% dispunham de conexão à Internet.
Ao considerar os domicílios desconectados, os motivos alegados para não possuir acesso à Internet são variados. O custo elevado permanece sendo o principal deles, correspondendo à realidade de 49% dos domicílios, seguido pela ausência de computador (47%). Destacam-se, ainda, a falta de interesse (45%), necessidade (40%) e também a falta de habilidade para usar a Internet (30%).
Tendo em vista a redução do seu custo relativo, o celular passou a ser visto como um importante dispositivo para acessar a Internet. A política de desoneração de ‘‘smartphones’’, encabeçada, em 2013, pelo Ministério das Comunicações, incentivou a compra e venda de aparelhos e, segundo a Anatel, o país alcançou, em agosto de 2015, mais de 280 milhões de linhas ativas na telefonia móvel.
Alternativa ao acesso domiciliar, os centros públicos de acesso à Internet (tanto pagos – lan houses – quanto gratuitos – telecentros) tiveram, por muitos anos, papel de destaque no país. Dados da TIC Domicílios 2007 apontavam que metade dos internautas residentes em áreas urbanas acessava a Internet em lan houses, sendo esse o principal local de acesso na época.
Porém existe algumas intervenções cuja essas são buscar um projeto que associe o 5G, democratização do sinal, baixar o custo do aparelho, etc.