O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 25/05/2020
Estamos vivendo a Quarta Revolução Industrial, baseada na revolução digital fundida em campos diversos, como: as interações com as dimensões digitais, físicas e biológicas. Embora, essas transformações transmitem a ideia de um mundo homogeneamente tecnológico, é possível identificar ainda há várias regiões no globo que não estão inclusas nessa realidade, por exemplo: Afeganistão, Iraque, África e Brasil. Logo, muitas famílias no Brasil não possuem acesso à internet, recurso considerado básico tendo em vista as conquista alcançadas atualmente.
Em primeira análise, os dados mostram que apenas 58% da população possui computador em casa e, segundo o G1, aproximadamente 46 milhões de brasileiros não tem acesso à internet. Assim, nota-se que pouco menos da metade da população é excluída das atividades que exigem esse conjunto estrutural. Consequentemente, essa exclusão contribuirá para o agravamento de desigualdade educacional, falta de qualificação profissional e informativa, pois sem esses mecanismos usados, o indivíduo estará atrasado em relação aos outros, a partir disso, todos aqueles com conhecimentos tecnológicos estarão sempre a um passo a frente.
Em segunda análise, em situações emergenciais, como: a pandemia de Covid-19 enfrentada atualmente, aqueles com conhecimentos tecnológicos e digitais se adaptaram melhor, pois estarão conectados com o mundo mesmo sem sair de casa, a fim de evitar a proliferação do vírus. Sendo assim, a grande parcela da população que não possui condições para custear a estrutura necessária para as realizações de aulas onlines ou “home office”, ficaram estagnadas no período de quarentena ou serão obrigadas a sair de casa para trabalhar.
Torna-se evidente, portanto, que grande parte da população brasileira não possui acesso à internet e acabam sendo excluídas de muitas atividades essenciais. Assim, cabe ao Governo criar incentivos que estimule as empresas de redes de conexão democratizar o valor dos pacotes de internet por meio de negociações e ofertas de trocas de interesses, a fim de otimizar o custo beneficio para atender a maior parte da população brasileira. Além disso, é responsabilidade do Ministério da Saúde adicionar a educação digital na grade curricular escolar do brasileiro e investir em tecnologia nas escolas, pois mesmo sem possuir um computador em casa, é importante que o jovem tenha conhecimento de como acessar e navegar nas ferramentas digitais e na internet. Dessa forma, é possível aumentar o acesso à internet e preparar a população para essa era digital-informativa.