O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 25/05/2020

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa o acesso à Internet em questão no Brasil, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pela falta de recursos financeiros da maior parte das famílias brasileiras, impossibilitando ter acesso a Internet, seja pelo negligenciamento do Governo e da população em relação a essa parte da sociedade. Nesse sentido, convém analisarmos as principais consequências de tal postura negligente da sociedade.

É indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio de justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que no Brasil, a desigualdade rompe a harmonia, haja vista que indivíduos de baixa renda  não tem acesso à Internet.

Outrossim, destaca-se a negligencia da parte do Governo e da própria sociedade, como impulsionador do problema. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotado de exterioridade e generalidade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a população de baixa renda é excluída de tais privilégios, dificultando que o acesso a Internet seja algo igualitário.

É evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a construção de um mundo melhor. Destarte, o Governo deve criar programas de auxílio àqueles que utilizam a Internet como meio de estudo, fazendo com que se possa ter um acesso justo. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação deve instituir,nas escolas, bibliotecas com acesso a Internet e computadores, para àqueles que não possuem tais meios, possam usufruir, e assim, garantir um mundo menos injusto.