O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/05/2020
No século XXI, com o advento da terceira revolução industrial, a internet se tornou um fenômeno global. Devido a conexão, aprendizagem e a infinidade de informações disponíveis, essa ferramenta está vinculada a diversos setores da vida humana como educação, saúde e trabalho. Entretanto, mesmo que fundamental, o acesso a internet é uma problemática no Brasil em virtude da crescente desigualdade socioeconômica do país.
Em março de 2019, em São Paulo, um acontecimento chocou milhares de brasileiros: um morador de rua perguntava aos pedestres porque tantas pessoas usavam mascarás, demonstrando que desconhecia o COVID-19 que era constantemente anunciado na rede. Essa fato ilustra claramente como os mais de 30% da população brasileira, sem acesso a internet, sofre a desinformação promovida pela exclusão digital.
A maioria das escolas públicas não possui infraestrutura para a educação digital, que sem computadores e rede, não trabalha a inserção dos alunos nesse universo virtual. Esses estudantes de baixa renda sofrem diretamente com essa lacuna em sua educação e ao entrar no mercado de trabalho que exige cada vez mais o domínio dessa tecnologia.
Em contra partida, as classes mais abastadas, em contato constante com internet de qualidade e smartphones e tabletes, desde muito cedo domina a relação ser humano-rede e usufrui seus benefícios. Percebe-se isso na continuidade das aulas nas escolas particulares em meio a pandemia do COVID-19, que migraram facilmente para as aulas online.
Portanto é imprescindível que se tome medidas para uniformizar o acesso a internet e, dessa forma, as oportunidades da população de baixa renda fazendo valer o Artigo 6º da Constituição Cidadã. Para isso, cabe ao Governo Federal, por meio do MEC e das secretarias de educação fornecer computadores e internet as escolas públicas municipais e estaduais, como também, estabelecer programas de inserção digital para jovens, adultos e idosos no mercado de trabalho.