O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 23/05/2020
No início do século XX, o mundo presenciou o surgimento da Terceira Revolução Industrial, esta que trouxe uma série de inovações tecnológicas para as populações. Contudo, decorrido cem anos do processo supracitado é possível identificar que a dissipação dos recursos modernos pelo globo terrestre não se deu de maneira igualitária, possuindo muitas disparidades, especialmente nos países em desenvolvimento. Em consequência disso, diversos impasses surgem no mundo contemporâneo, como, por exemplo, o do crescimento das diferenças de intrução escolar entre pessoas ricas e pobres.
Nesses termos, é notório que a acessibilidade para com as ferramentas tecnológicas é mal gerenciada no Brasil, posto que mais de quarenta por cento da população se quer têm acesso à internet, conforme apontou uma pesquisa feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação. Esse dado permite afirmar que muitos brasileiros estão sendo excluidos da participação nos processos de desenvolvimento da nação, uma vez que, na atualidade, a maioria das profissões exigem um certo contato com algum recurso presente no mundo digital.
Mencionadas algumas das informações que ladeiam a temática proposta, vale, ainda, frisar como a mentalidade dos indivíduos pode ser influenciada pela presença ou a falta dos elementos tecnológicos. De acordo com o psicanalista Sigmund Freud, os estímulos que uma pessoa recebe na infância vão moldar a formação da sua personalidade. A afirmação sobredita pressupõe que existem especificidades psíquicas entre as pessoas que puderam ou não ter o acesso às tecnologias durante a sua vida, o que demonstra que, na sociedade hodierna, nem todos estão sendo submetidos aos mesmos critérios de formação psicossocial, fato que gera ainda mais desigualdades nos mais variados âmbitos sociais.
Sendo assim, é irrefragável que existem muitos problemas na relação entre os brasileiros e as condições de acesso às tecnologias. Logo, faz-se necessária a criação de políticas que venham a proporcionar o máximo de contentamento possível, parafraseando o filósofo inglês Jeremy Bentham. Portanto, o Governo Federal pode realizar programas de incentivos fiscais para as empresas que se dispuserem a ajudar na causa da acessibilidade à internet, fazendo o cabeamento gratuito nas áreas mais carentes, com o fito de dimiuir as disparidades no uso desses recuros entre as diferentes classes sociais no Brasil. Ademais, urge que o Ministério da Educação faça nas escolas públicas projetos de imersão das crianças no mundo digital, realizando palestras sobre os benefícios que tais ferramentas proporcionam. Tomando-se essas medidas, o Brasil estaria caminhando rumo a um futuro no qual as diferenças de oportunidades seriam abolidas, dando maiores condições de vida aos desfavorecidos.