O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 26/05/2020

Publicada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todas as pessoas o direito à internet. Conquanto, esse direito distancia-se da realidade vivenciada pelo povo brasileiro, uma vez que nem todos os indivíduos têm o acesso à esse meio tecnológico, na qual impossibilita que essa parcela da população goze desse direito na prática, esse imbróglio é chancelado pela inobservância do poder público, bem como pelas desigualdades sociais.

Convém ressaltar, em primeira análise a negligência Estatal como impulsionadora do problema. Acerca desse prisma, de acordo com o Pacto Social - do contratualista Jonh Ralws, infere que o Estado deve garantir os direitos imprescindíveis dos cidadãos, como o bem estar-social. Nesse viés, esse pacto vai de encontro com o cenário hodierno do Brasil, tenho em vista que o Estado não fornece investimento para os meios técnicos, desse modo, exclui uma parcela da sociedade, que não possuem recursos financeiros para usufruir desse entretenimento.

Faz-se mister, ainda, salientar que as desigualdades sociais influência na persistência desse caos. Imerso nessa logística, segundo o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade poder ser comparada a um “Corpo biológico” por ser, assim como esse, composta por parte que interagem entre si. No entanto, não há interação entre as partes desse corpo, pois nem todos os indivíduos têm o acesso a internet, o qual torna inviável inserir elas nesse meio. Logo, são vítimas da exclusão digital, e por consequência, tem-se uma estrutura biológica frágil.

Infere-se, portanto, que o Estado deve mobilizar a iniciativa privada e adotar medidas exequíveis, mediante investimento nas redes de internet nas áreas periféricas , com o objetivo de que as pessoas que pertencem a classe social mais baixa possam usufruir desse meio tecnológico. Ademais, cabe as Organizações Não Governamentais - ONGs- , desenvolverem projetos, que visem esses indivíduos a inserir-se no espaço digital, por meio de seminários interdisciplinares e atividades lúdicas, com a finalidade de que todos tenham acesso a internet . Dessa forma, será possível dissociar a atual conjuntura, aproximando-se dos direitos estabelecidos na Declaração dos Direitos Humanos.