O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 26/05/2020

O filósofo grego Platão idealizou, há dois milênios, a teoria da Cidade Justa. Em que, nela, tudo era perfeito. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a falta de acesso à internet tem impossibilitado a democratização da educação. Nesse sentido, diante de problemas que envolvem as esferas sociais e econômicas, analisar as raízes dessa problemática é medida que se faz urgente.

Primeiramente, é necessário ressaltar que a falta de acesso à internet é derivada do alto nível de desigualdade social do país. A esse respeito, a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou um ranking de países com maior contraste no âmbito social, no qual o Brasil ocupa a 7º posição. Isso mostra que uma porção da população não tem recursos para estudar em casa e acompanhar adequadamente o ano letivo proposto, provocando assim, um déficit na educação da parcela mais pobre da sociedade. Desse modo, a fim de manter a comunidade justa para todos, a reformulação dessa postura mostra-se inadiável.

Além disso, vale pontuar a negligência governamental como impulsionadora do problema. Nessa perspectiva, de acordo com a Constituição Brasileira, é dever do Poder Público garantir a educação e infraestrutura a todos os cidadãos. Entretanto, não é isso que acontece na prática, visto que uma fração da sociedade não possui acesso à internet e, portanto, à educação. Tal fato é ratificado por uma reportagem do portal Mundo Educação, segundo a qual 42% dos lares brasileiros não possuem computador. Tudo isso contribui para a perpetuação da problemática, já que a incompetência dos governantes retarda a solução do empecilho.

Faz-se mister, então, que o Estado tome providências para superar o quadro atual. Assim, com o objetivo de que mais jovens e crianças tenham acesso à educação de qualidade, urge que o Governo Federal crie, por meio da disponibilização de computadores e uma rede de wifi nas escolas públicas, espaços para os alunos de renda baixa estudarem. Dessa forma, os efeitos nocivos da falta de internet para os estudantes serão atenuados e o Brasil poderá progredir, alcançando as ideias iluministas.