O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 27/05/2020
Na Roma antiga, a educação era privilégio apenas das camadas mais abastadas da sociedade, toma-se conhecimento, que quase que na totalidade do território brasileiro, a internet é privilégio de classes sociais capitalizadas e de regiões urbanas, uma vez que, a internet é um meio educacional e de obtenção de informação, restringi-la a alguns é torna-la um vetor de desigualdade social e dificultar o mercado de trabalho as classes menos favorecidas.
segundo o site agenciabrasil.ebc, das 15 profissões que devem liderar o mercado de trabalho em 2020, 13 estão diretamente ligadas a internet, dessa forma, não promover o acesso digital aos pobres é o mesmo que priva-los do mercado de trabalho e da ascensão social. Apesar de avanços recentes na área, os resultados estão longe de serem satisfatórios, conforme o site da UNAMA, que lista o brasil entre os 10 países do mundo com mais pessoas desconectadas a rede mundial de computadores.
Dados do IBGE de 2016, mostra que 190 municípios brasileiros não tinham acesso a internet, convém lembrar, que privar estas pessoas de se conectarem com a rede é o mesmo que lhes retirar o direito a um meio de trabalho, educação, acesso a informação e ademais, ter voz denunciativa perante as mazelas sociais. Pode-se observar, que a internet passou de algo dispensável lá na década de 60, a um mecanismo transformador de realidade, capaz de promover ascensão social e dar voz aos esquecidos.
Em virtude dos fatos mencionados, se faz necessário que o estado faça uma realocação de verbas, destinando mais recursos ao ministério da ciência e tecnologia, para que em parceria com a iniciativa privada, se construa uma rede de conexão que abranja todos os municípios, além de laboratórios virtuais para aqueles que não possuem instrumento de acesso a rede em suas casas, com o objetivo de acabar com a desigual social, ao menos no que tange o acesso a internet e se faça valer o lema do governo federal, ‘Brasil, um país de todos’ e não ‘Brasil, um país de poucos’.