O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 28/05/2020

A Terceira Revolução Industrial foi um marco para o mundo, pois trouxe inovações com a internet e tecnologias em geral, por isso ficou conhecida como Revolução Tecnocientífica. Assim, depois de um tempo do seu surgimento, a internet chegou ao Brasil por volta da década de 1980. Contudo, quando faz-se um estudo dos lares que têm acesso a ela revela-se a realidade de uma numerosa quantidade de pessoas que estão fora dessa conta. Com isso, vislumbra-se os percalços de um país desigual que incita a exclusão.

De fato, segundo a ONU o acesso à internet é um direito primordial para o ser humano no século XXI. Não obstante, quando vê-se que no Brasil há 13,3 milhões de pessoas em extrema pobreza, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a garantia desse direito fica bem distante, quando nem a alimentação, nem uma moradia digna são garantidos a esses brasileiros. Desse modo, vê-se um mundo à margem do mundo globalizado, que urge por ser enxergado.

Outrossim, a crise vigente instaurada pela pandemia do Covid-19 torna muito mais evidente o quanto o acesso é precário, pois segundo reportagem do Jornal da Cultura 4,8 milhões de adolescentes não têm internet em casa. Por conseguinte, em um cenário no qual esse veículo tem sido um meio primordial para o aprendizado esses jovens ficam ainda mais excluídos. Nesse sentido, a preparação para os vestibulares, que para alguns estudantes já é difícil, fica ainda mais defasada, diminuindo as chances do ingresso na universidade e de se conseguir um emprego.

Em suma, ao se analisar o acesso à internet no país depara-se com a condição da desigualdade e o quanto a falta desse meio resulta em exclusão e em uma maior segregação. Portanto, para o combate da problemática é necessário que o governo em todas as suas instâncias se una aos Ministérios do Planeamento, da Ciência Tecnologia e Inovação, dentre outros, com intuito de fazer um estudo detalhado e destinar recursos para as áreas mais vulneráveis, para buscar atender as necessidades básicas e conectar esses indivíduos. De modo que, haja a parceria com ONGs locais e empresas do ramo de computadores e internet, para que seja verificada a condição de cada um e sejam ofertados planos mais baratos. Só assim a equidade e a internet terão alcance pleno.