O acesso à internet em questão no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Sob a perspectiva filosófica de São Tomás de Aquino, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem importância, além dos mesmos direitos e deveres. Entretanto, no Brasil um número significativo da população possui o seu direito de cidadão negligenciado quando não estão inseridos no panorama da nova era digital. Tal fato ocorre não apenas pela desigualdade social colossal existente no país, como também pela falta de infraestrutura em regiões carentes.
Em primeiro plano deve-se salientar as disparidades entre as regiões brasileiras no contexto em questão. Isto é, segundo dados divulgados pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil, na região nordeste, por exemplo, aproximadamente 51% das residências não possuem acesso a internet. Dessa forma, parcelas regionais que não possuem acesso a internet e a rede de comunicações são privadas da acessibilidade a serviços virtuais e acesso a informação, logo, amplia-se a desigualdade social já existente no país.
Concomitantemente a isso, a ausência de infraestrutura em regiões carentes também é responsável pela dificuldade da democratização do acesso a internet. Em 2011 a ONU - Organização das Nações Unidas - declarou publicamente que o acesso a internet deve ser enxergado como um direito humano. É fato que hoje, a internet é vista como uma ferramenta de informação e comunicação. Entretanto, o país sofre com a deficiência em infraestrutura de telecomunicações e com o alto custo dos planos de dados oferecidos pelas empresas, impedindo que indivíduos menos favorecidos tenham acesso a essa tecnologia.
Fica claro, portanto, que medidas devem ser tomadas para solucionar a problemática em questão. Logo, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações oferecerem subsídios para empresas de telecomunicações, assim, estimulando a implantação de infraestrutura de banda larga fixa e móvel em regiões carentes do país com um melhor custo-benefício. Em suma, populações de baixa renda utilizariam essa nova tecnologia para melhorar sua qualidade de vida, diminuindo assim a desigualdade social.