O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

A internet, desde a sua disseminação, passou a ser a mais usual forma de comunicação da sociedade. Cartas, telefonemas, mensagens, todos esses meios foram remanejados para o serviço “online”  que possui outras inúmeras capacidades - incluindo a possibilidade de reuniões, aulas e bate-papo com mais internautas. No entanto, o acesso à internet requer uma série de condições que muitos brasileiros não possuem, como condição econômica favorável para acessar o serviço. Dessa forma, há a necessidade de discorrer sobre acessibilidade e a melhor maneira de vencer as barreiras da via comunicativa.

Em primeiro lugar, deve-se discutir sobre o acesso precário à rede por razão da falta de recursos obrigatórios para ser usuário, que são eles, computador, celular ou tablet. Esses materiais são inexistentes em - praticamente- metade dos lares brasileiros, fato que impede a interatividade em eventos, aulas, reuniões e impede até mesmo a nova maneira da sociedade manter-se informada sobre os acontecimentos do cotidiano. Nessa perspectiva, torna-se essencial o oferecimento desses instrumentos - computadores, por exemplo-  em locais públicos como escolas e bibliotecas. Há, também, a conveniência da criação de estações tecnológicas municipais que ofereçam os serviços de atendimento ao cidadão que não possua os materiais supracitados.

Outro impasse da questão é o revés da acessibilidade da própria rede que soma à porcentagem de brasileiros que não possuem a instrumentalização ao número de cidadãos que não possuem condições econômicas compatíveis ao uso da internet, ou que moram em locais que as conexões são falhas ou inexistentes. Nessa perspectiva, manter-se atualizado ou integrar-se aos grupos online é praticamente impossível, assim, torna-se mais uma vez alheio aos acontecimentos sociais. Assim, bem como ocorreu na transição do rádio para televisão na década de cinquenta - essa fatídica situação deixa  muitas pessoas inscientes do panorama presente. De acordo, então, com a conjuntura, parte do corpo social permanece alienado aos progressos comunitários, logo, é facilmente dispensado das atuações do mercado.

Infere-se, à vista disso, há a necessidade de oferecer equidade à população. Isso se cumpre com a união dos poderes da União, do Governo Estadual e do município que deve destinar recursos do recolhimento para atualizar e equipar escolas e bibliotecas da cidade com computadores de boa qualidade. Além disso, é indispensável a remodelação e ampliação das áreas publicas com o oferecimento de pontos de wi-fi - como já ocorre em algumas bibliotecas municipais - é essencial, visto que muitas interações entre governo e cidadão é exclusivamente pela rede- como a inscrição do ENEM.