O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 01/06/2020

A partir de meados do século XX, com o advento da internet, inicia-se uma nova fase tecnológica em todo o mundo, principalmente, no que tange aos meios de comunicação, prestação de serviço e aprendizado. Entretanto, no Brasil, sua eclosão deu-se de maneira desigual e precária, de modo que 1 em cada 4 brasileiros não têm acesso, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). Nesse sentido, reconhecer o alto custo e indisponibilidade de serviço é determinante para compreender essa problemática.

Sabe-se que no mundo moderno e globalizado, é necessário pagar para adquirir internet, sendo essa, de alto custo. Segundo dados da União Internacional de Telecomunicações, um brasileiro gasta em média 9,6% da sua renda mensal na assinatura do serviço de banda larga. Dessa forma, pode-se inferir que o acesso não é democratizado, pois muitas famílias não apresentam condições  necessárias  para comprar esse produto, especificamente, sob o olhar da desigualdade monetária e social que assola o Brasil, desde o início da sua formação. Logo, as consequências desse abismo tornam-se imensuráveis, visto que essa ferramenta é de extrema importância para o pleno desenvolvimento humano e intelectual.

Outrossim, ressalta-se que a falta de serviço dificulta a dispersão igualitária das telecomunicações no Brasil. Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas de 2020, cerca de 20,8% dos domicílios rurais e 1% urbanos não tem acesso à internet por motivos de ausência da oferta na localidade. Desse modo, pode-se mencionar o despreparo governamental como o principal agente, uma vez que as operadoras necessitam de infraestrutura, como por exemplo, baixas cargas tributárias, legislações adequadas e investimentos públicos, para instalar suas antenas telefônicas e aplicar em banda larga. Sendo esses uns dos principais problemas presentes em diversos estados do país, principalmente, nas áreas mais periféricas.

Destarte, é evidente a necessidade de mudanças. Assim, cabe ao governo, juntamente com a Agência Nacional de Telecomunicações (ANATEL) investirem em políticas públicas, através do barateamento do custo e da infraestrutura necessária para a alocação de operadoras, de modo a disponibilizar os serviços de internet para pessoas e locais escassos, com o objetivo torná-la democrática. Logo, será possível reverter as taxas apresentadas e dispersar o desenvolvimento humano e intelectual proposto por essa nova fase tecnológica.