O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 05/06/2020

No século XIX, houve um avanço no pensamento filosófico e científico com o surgimento do Utilitarismo, doutrina defendida por Bentham e Stuart Mill, o qual beneficiou de forma imensurável a humanidade. Uma das principais benfeitorias é relativa à defesa de que ações devem produzir a máxima felicidade de forma coletiva sendo aplicadas em questões políticas, sociais e econômicas. No entanto, infelizmente, hoje, encontram-se situações antagônicas ao princípio do Útil como é o caso dos desafios do acesso à internet pela população, essencialmente, não só pela desigualdade social, como também disparidade de aquisição de tecnologia.

Ante de tudo, vale ressaltar o contraste entre o Utilitarismo e o hodierno o país, uma vez que a diferença de classe está entre os principais obstáculos para obtenção de internet na atualidade. A esse respeito, o filme “Parasita”, por exemplo, apresenta a distinção entre duas famílias, rica e pobre, na qual revela as dificuldades te ter contato com a tecnologia quando o quadro financeiro é crítico. Sendo assim, fica evidente que a internet pode potencializar a exclusão social, principalmente, por não ser de forma igualitária para todos. Dessa forma, corrobora-se a teoria dos micropoderes de Foucault de que cada setor deve efetuar seu papel para alcançar o bem comum democraticamente, assim sendo minimizada a desigualdade.

Ademais, convém frisa que, esse fenômeno é fomentado pela falta de ações do aparato estatal na ampliação de internet no território nacional. Sobre isso, pesquisas realizadas recentemente pelo jornal El País, o Brasil está entre os dez países com a maior desigualdade de acesso a computadores. Em virtude disso, ainda compete salientar que esta situação é contraditória a Constituição Cidadã, uma vez que o Estado não assegura direito a todos os cidadãos de forma igual, de tal forma que a falta de acesso à internet reflete negativamente da vida social e no mercado de trabalho dos brasileiros. Fica claro, então, que medidas são necessárias para almejar máxima felicidade.

Portanto, políticas públicas voltadas ao aprimoramento de acesso à internet carecem de aplicabilidade. Nesse sentido, é imprescindível melhorar a distribuição de forma igualitária de tecnologia no país, em especial nas redes de ensino públicas e nas periferias de grandes cidades. Isso deve ser feito através do Ministério da educação em parceria com empresas de internet, ampliando a disponibilidade de comutadores nas escolas e nos bairros, concomitantemente com a rede de boa qualidade. Dessa forma, com o intuito de aprimorar o uso da internet para que seja oferecido para todas as pessoas,assim, acima de tudo respeitar a dignidade da pessoa humana e aplicabilidade do Utilitarismo na sociedade.