O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/06/2020

Ao longo do processo de formação da sociedade, a necessidade do uso da internet consolidou-se em diversas comunidades. Nos dias atuais, é indispensável o uso dessa ferramenta que é capaz de fornecer autonomia aos cidadãos. No entanto, ocorre o oposto no que tange o acesso à internet em questão no Brasil. As questões estão relacionadas, sobretudo, a desigualdade social e financeira da população e a inércia do Estado quanto a problemática.

Mormente, deve salientar que o acesso restrito à internet em território nacional é fruto de uma decadente realidade social e financeira de parte da população. Todavia, países como Suécia que possui 94% de sua população com acesso a internet, utilizam meios os que democratizam a anexação à web, como uma rede grátis e de fácil acesso para os cidadãos. Entretanto, ocorre o contrário no Brasil, de acordo com dados do “blog do aftm” 63,4 milhões não tem acesso à internet, o que dificulta à socialização da web no país. Dessa forma, com o baixos números de conexão a essa ferramenta, torna-se inviável o acesso a todos.

Nesse contexto, vale ressaltar que atitudes inertes do Estado contribuem para o baixo número de acesso da população brasileira à internet. Sob essa ótica, compara-se essa problemática a teoria da “atitude Blasé” do sociólogo Georg Simmel. Segundo Simmel, uma atitude blasé ocorre quando o indivíduo mantém-se inerte diante a situações onde deveria agir, compara-se essa situação ao Estado, que mesmo em meio a toda desigualdade não busca por meios para mitigar esse problema. Nesse viés, é notório que caso o Estado não tome providências que mudem o trajeto e resolvam essa problemática, o Brasil ficará mais distante de um país com acesso democrático à internet.

Depreende-se, portanto, que medidas são necessárias para que o acesso à internet no Brasil seja democrático. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia - órgão responsável pelas pesquisas científicas e avanços tecnológicos do país- junto ao Estado promover ações que tornem a internet um meio social, mediante a instalações de bandas largas em lugares o qual não tem o acesso da internet, de forma gratuita para que haja uma igualdade nesse âmbito, com a finalidade de democratizar a internet no país. Somente assim torna-se-à possível disponibilizar um acesso a todos e desmistificar a ideia de que o Brasil não é um país conectado.