O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 06/06/2020

Segundo o empresário Esteve Jobs, a tecnologia move o mundo. Entretanto, em pleno século XXI, milhares de brasileiros não possui acesso a um desses principais recursos, que é a internet. Nessa lógica, é perceptível os atos de discriminação contra aqueles que são desprovidos dessa ferramenta. Nesse aspecto, é válido analisar a era virtual como fator de interação social e a questão da exclusão dos idosos.

Primeiramente, muitos indivíduos possuem dificuldade de se inserir em um determinado grupo social em virtude da ausência de condições financeiras para obter internet a domicílio. Esse fenômeno ocorre porque esse aparato está presente nas classes mais privilegiadas e, aqueles que não a possui, sofrem preconceitos e são chamados de analfabetos tecnológicos, por exemplo. Tal fato se reflete na violação da teoria do “Contrato social” do filósofo Rosseau, em que o Estado não cumpre sua função de garantir os direitos básicos da população que, nesse caso, é o acesso a uma internet de qualidade. Desse modo, é essencial que os indivíduos das áreas periféricas e rurais tenham acesso a esse bem, para que eles se sintam mais inclusos socialmente promovendo, assim, mais igualdade.

Além disso, a exclusão dos idosos na era digital também é uma problemática que precisa ser discutida. Isso porque, as pessoas da terceira idade são taxadas como incapazes de manusear as redes devido as alterações de suas funções neurológicas, com o avanço da idade. Essa questão pode ser comprovada por uma pesquisa realizada pelo IBGE, em 2019, na qual apenas 31,1% de toda a população idosa do país é conectada à internet. Desse modo, é importante que esse meio não seja um fator de exclusão, mas sim de transformação da qualidade de vida deles, através da restauração das habilidades cognitivas desse público.

Fica claro, portanto, que esse quadro de desigualdade no acesso à internet precisa ser solucionado. Cabe ao Estado, em parceria com o Ministério da Comunicação e Tecnologia, implantar nas zonas periféricas e rurais, internet gratuita, mediante a construção de salas equipadas com computadores, objetivando maior acesso da população a esse meio para que se evite a discriminação dos jovens pelas classes mais abastadas. Ademais, é imprescindível que esses órgãos crie aplicativos direcionados ao público idoso, de forma adaptada, com mecanismos que trabalhe o raciocínio lógico e melhore os seus aspectos cognitivos, afim de desconstruir a ideia de incapacidade pós terceira idade enraizada na sociedade. E, assim, espera-se que a internet seja promotora de mais igualdade e do aumento da expectativa de vida dos idosos.