O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todo e qualquer indivíduo o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, há desafios na formação educacional a distância no Brasil que impossibilitam a participação efetiva de todos os estudantes. Apesar disso, algumas instituições educacionais resolveram adotar esse método para continuação do ano letivo, porém muitos alunos não têm acesso a internet, fato que amplia as desigualdades sociais e exclui grande parte deles do acesso às aulas.

Primeiramente, vale ressaltar que segundo Paulo Freire “se a educação sozinha não muda a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda”, a partir dessa perspectiva é possível compreender que sem ensinamento o progresso é ínfimo. Sendo assim, destaca-se que o ensino a distância somente convém àqueles que possuem condições para acessá-lo, compreendê-lo e interagir por meio dele. Consequentemente, ocorre a expansão das desigualdades sociais, devido ao imenso número de jovens e crianças com insuficiência ou até mesmo ausência de rede, seja ela wi-fi  ou móvel.

Ademais, de acordo com o Mundo Educação, “a EaD na educação pública ignora que 42% das casas não têm computador”, essa premissa ressalta o quanto os alunos brasileiros, principalmente de escolas públicas estão sendo excluídos por não possuírem acesso à internet. Essa iniciativa tomada depois do cancelamento das aulas por causa do coronavírus está prejudicando diversos estudantes. Dessa maneira, são necessárias adaptações para mitigação de desigualdades e exclusões sociais.

Portanto, é fundamental que o Ministério da Educação juntamente com o Governo Estadual amplie os investimentos das instituições públicas, a fim de que essas possam ceder atividades e criar aplicativos que permitam o acesso offline  de estudantes. Além disso, para um maior interesse dos alunos é viável a utilização de recursos que não tornem os ensinos maçantes.