O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 15/06/2020

Em meio à pandemia do coronavírus, as nações ao redor do mundo inteiro têm tido cada vez mais a necessidade de se reinventar. Devido a isso, as discussões sobre a famosa educação à distância (EaD) se tornaram muito frequentes e importantes. Quanto a esta temática, é possível dizer que apesar de a internet ser um meio muito utilizado para facilitar a comunicação, nem todas as pessoas têm acesso a ela. Portanto, é preciso que ocorra uma democratização dos meios tecnológicos.

Inicialmente, compreende-se que a tecnologia é uma simplificadora em muitos aspectos, o educacional incluso. Durante o período de distanciamento social e quarentena, várias escolas aderiram a métodos distanciais de ensino, como reuniões por meio do “Google Meet” e do “Zoom”. No entanto, várias pesquisas demonstram que o Brasil não está preparado para uma mudança como essa. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), realizada em 2018, quase 50 milhões de brasileiros não têm acesso à internet, ou seja, 25%. De acordo com Winston Oyadomari, coordenador de pesquisas no Cetic, tal porcentagem é um indicador importante do desenvolvimento de um país. Isso significa que quanto maior for o alcance da tecnologia, mais democrática e justa uma nação será, uma vez que as redes online são, sem dúvidas, muito necessárias nos dias atuais, visto sua utilidade para a obtenção de saberes e notícias.

Em seguida, é crucial entender a importância de levar tais dados (que ainda são negativos para o Brasil) em consideração. Não dar a devida importância a uma porcentagem tão baixa de pessoas conectadas (70 a 75%) pode acarretar em problemas diversos, de discriminação a exclusão. Segundo o Instituto de Referência em Internet e Sociedade (IRIS), as comunidades que se formam online permitem uma horizontalização da educação e um compartilhamento de conhecimento muito grande, fato que torna a conexão às redes fundamental. Além disso, em um momento em que tantas universidades e escolas proclamam seu apoio à educação à distância, diversos alunos ficam de fora das atividades propostas por não terem a estrutura necessária, como afirma a professora de sociologia em Venâncio Aires, Larissa Bittencourt. É preciso difundir o acesso à internet entre tais estudantes e levar os dados a sério, para que o problema possa ser diagnosticado e resolvido.

Destarte, conclui-se que o governo Federal precisa garantir o conforto financeiro das famílias brasileiras por meio de programas como o Bolsa Família, que oferecem uma quantia mensal aos necessitados. O objetivo de tal ato é que as pessoas ajudadas pelo programa possam lidar com os custos que vêm com a tecnologia, tais como assinaturas de planos de internet, compras de celulares ou computadores, entre outros. Dessa forma, o país se desenvolverá com mais igualdade e justiça.