O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 18/06/2020

Na obra ‘‘Utopia’’, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o acesso à internet em questão no Brasil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Nesse sentido, diante de uma realidade instável e temerária que mescla conflitos nas esferas políticas e sociais, analisar seriamente as raízes e os frutos dessa problemática é medida que se faz imediata.                                      Precipuamente, é fulcral pontuar que a falta do pleno acesso à internet no Brasil deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências.Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atenção das autoridades, as escolas públicas sofrem com a baixa qualidade da infraestrutura, que não está capacitada para atender as necessidades mínimas do ensino à distância, além disso, a falta de adequação dos profissionais da educação corrobora o impasse, visto que, não são todos que utilizam e entendem tal meio. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.                                                 Ademais, é imperativo destacar a desigualdade e a exclusão social como promotores do problema. De acordo com o site mundo educação, apenas 58% das casas possuem computador no ensino à distância das escolas públicas. Partindo desse pressuposto, fica claro que o acesso à internet e aos meios virtuais é um privilégio alcançado apenas por uma parte da população. Com isso, cada vez mais exuberante se torna a desigualdade e a exclusão social, visto que, principalmente na pandemia do covid-19, muitos alunos estão impossibilitados de receberem informações e de possuírem o adequado acesso à educação, por não deterem o acesso à internet. Tudo isso retarda a resolução do empecilho e contribuem para a perpetuação desse quadro deletério.                                                                                Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar a falta do amplo acesso à internet, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Governo Federal e do Ministério da Educação, será revertido na criação de plataformas e na distribuição de tablets e notebooks para os alunos e professores, através de uma seleção criada por cada escola para promover as entregas dos aparelhos em domicílio determinada pela idade de cada um, também, promover cursos de adequação aos professores. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.