O acesso à internet em questão no Brasil

Enviada em 19/06/2020

A Globalização, fenômeno que ascendeu a partir do final do século XX, preza pela interligação global, uma das formas de efetivar essa união é o uso da internet, que promove o compartilhamento cultural e informacional. Todavia, no Brasil, a disparidade econômica e a omissão Estatal resultam na restrição do acesso a tal ferramenta virtual, fomentando a intensificação das desigualdades socioeconômicas, dificultando o avanço social geral. Dessa forma, cabe pôr em questão o acesso à internet no Brasil.

Precipuamente, é conveniente analisar os fatores que dificultam a acessibilidade à rede na sociedade brasileira. Sob esse viés, a Igreja Católica, na Alta Idade Média, detinha o controle dos livros e informações disponíveis no Ocidente, proporcionando desestruturação social e a baixa criticidade em grande escala. De maneira análoga, a restrição do acesso à internet dificulta a integração social do indivíduo e agrava a desigualdade, já que a interação com fatos, culturas e informações é dificultada. Dessa maneira, segundo dados do IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cerca de 25% da população brasileira ainda não tem acesso às plataformas digitais, dado que explicita a exclusão social e omissão Estatal, que determinam impasses como a desaceleração do avanço social a redução de  índices como o IDH( Índice de Desenvolvimento Humano).

Além disso, é necessário avaliar a influência sociogeográfica na distribuição e democratização do acesso a ferramentas digitais. Destarte, o Globalismo, vertente da Globalização, promove o conceito de cidadania global, que visa tornar dados e culturas, por exemplo, como bens universais. Porém, a desestruturação e desarranjo social elitizam e não efetivam participação de tal cidadania, concentrando, principalmente em países desenvolvidos, os principais progressos da área.Sendo assim, a dependência Estatal de tecnologias torna o acesso virtual um fator não democrático e direcionado a classes com mais recursos a investirem em instituições privadas que forneçam pontos de acesso à rede.

Posto isso, cabe, então, a intervenção do Estado para amenizar tais impasses. Assim sendo, assiste ao Ministério da Cidadania, em anuência ao Ministério da Educação, promover o acesso à internet de pessoas de baixa renda, por meio de parcerias público-privadas, com a instalação de pontos de  roteadores de internet públicos e a estruturação para o acesso em áreas comuns,como praças. Com fito de reduzir desigualdades socioeconômicas e promover o avanço igualitário em áreas como educação e lazer. Cabe também ao Ministério da Educação incentivar a produção de pesquisa e tecnologias nas universidades, com investimentos em pastas e áreas da ciência. Com intuito de promover a independência tecnológica no país, aumentando a disponibilidade de materiais tecnológicos e democratizando o acesso social de ferramentas como a internet.